Em atualização: Tribunal dá como provado que Patrocínio Azevedo recebeu dinheiro "para cumprir sonho político"
A leitura de acórdão da Operação Babel decorre esta sexta-feira, no Tribunal de Gaia e irá ditar o futuro do ex-vice-presidente de Gaia, Patrocínio Azevedo e dos restantes 15 arguidos no processo relacionado com a alegada viciação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanísticos em Gaia.
A sessão decorre com enorme afluência.
Entre várias conclusões, a juíza considerou que "analisada a prova no seu conjunto resultou para este tribunal, a convicção segura acerca da prática dos factos por parte de Patrocínio Azevedo, João Lopes e Elad Dror", apontando que "a prova evidencia um claro tratamento de favor por parte de Patrocínio Azevedo a Elad Dror e Paulo Malafaia nos projetos em Vila Nova de Gaia".
Sobre o projeto Skyline, o tribunal considerou que a troca de favores surgiu a partir de um acordo prévio em que Patrocínio Azevedo "viu a oportunidade de construir o sonho politico de concretizar em Gaia uma obra de interesse mundial assinada por Souto Moura, uma imposição de Patrocínio Azevedo".
Quanto ao projeto Riverside, a juíza deu como provado que "Patrocínio Azevedo recebeu quantias em dinheiro enquanto vice-presidente", detalhando que "em dezembro de 2020, os arguidos começaram a desenhar a vontade de fazerem entregas de dinheiro. Elad Dror e Paulo Malafaia entregaram quantias a João Lopes, que tinham como destino Patrocínio, o qual aceitou e recebeu".
As informações ainda estão em atualização e mais pormenores serão explicados na edição impressa do jornal O Gaiense deste sábado, 9 de maio.
Fotografia de 24 de abril